quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Texto de Maria/Charrua

La vieja

Mujer, charrúa, porfiada a mas no poder y ensañada en esa porfía en defender con uñas y dientes la memoria de los que están de vuelta en el camino que da vueltas, el camino de los que caminan las estrellas y los que aún están aquí. Una suerte de paladín de la justicia que estalla en furia y ternura al mismo tiempo ante la ofensa, (a drede o no), de parte de lo que ella considera su clan, su grupo, su familia….
País, isla, territorio de dualidades irreconciliables conciliadas, mezcla de partes que constituyeron al origen del cosmos, o al resurgimiento del mismo en el espiral de los tiempos.
Llegaste al mundo indígena por cosas del destino, de la casualidad, si es que existe, (en realidad no existe), las tramas de la vida te fueron juntando, las fueron juntando, y formaron una dupla de esas que no se separan ante nada…. y así fue, ni la muerte lo ha conseguido, después de todo, la muerte es un cuento de los que no conocen el camino recorrido por nuestro pueblo, y hoy, tiene el agrado de compartir, junto con muy pocos inchalas, la preciada responsabilidad de cargar la memoria de la werken, marchando adelante en el camino que marca nuestro destino.
Frágil, distante, incomprensible, tierna, y a la vez lo opuesto, no vacila en llevar adelante acciones que repercutirán negativamente en sus vínculos personales (o no), si ello está dentro de las normas que juró a si misma y a su hermana del alma y el corazón defender.
Vida que pocos pueden hacer alarde de haber vivido, para bien o mal, después de todo, eso es tan sólo parte de su realidad, de opuestos que se complementan, fuente de aprendizaje continuo, vida vivida a flor de piel, búsqueda continua de una felicidad que llega y se va, prolongación, supervivencia….
A los que la conocen, valórenla, no busquen comprenderla, no podrán hacerlo, está mas allá de ello. No busquen la respuesta en la acción, sino en el motivo que inspira a ésta, descubrirán que en el fondo, está el amor por el pueblo que nos enorgullece, canixiguat ten. Podrán odiarte, amarte, admirarte o negar tu existencia, pero si hay algo que te hace uno con la werken, es el ser imposible de ser pasada por alto en el lugar o el momento que sea, tu clan, aunque sea de uno, te sigue y te seguirá hasta el destino que depara a nuestro pueblo, el pueblo charrúa aunado en la lucha con todos los hermanos del camino. Desde donde la bilú guidaí se complementa con el poderoso sobá, tus hermanos, nuestros hermanos nos observan, cuando partas al camino de las estrellas te estarán esperando colmados de orgullo al igual que los que te dejamos partir, en un otoño de nuestro corazón, que espero sea dentro de muchos veranos por venir. Mi mano en tu corazón, oh valiente y admirable cacique Huebilú…. Yamandú.

-- Los Pueblos Originarios decimos hace milenios: .... "somos las diferentes caras de una misma alquimia" ........ con el espíritu del águila, junto al espíritu del cóndor, que mi espíritu vuele por el cosmos en busca del conocimiento y la verdad .... Huebilú.

terça-feira, fevereiro 10, 2009

Assembléia Nação Indígena Guarani/RGS São Gabriel/2009

Encontro Sepé Tiaraju
Assembléia Regional do Povo Indígena Guarani
São Gabriel- Rio Grande do Sul- BRA
5, 6 e 7 de Fevereiro de 2009.
A todos os povos do mundo!

No último dia 7 de Fevereiro de 2009, cumpriu-se 253 anos da morte de Sepé Tiaraju e do massacre de Caiboaté, em que os exércitos da Espanha e Portugal mataram 1500 guerreiros para ocupar o território da antiga República Guarani. Há 253 anos o Povo Guarani vem resistindo e, há pouco mais de três décadas, intensificamos nossa luta para reivindicar os espaços territoriais que nos foram tirados e sobre os quais se construíram as cidades, derrubando as florestas, poluindo as terras e águas dos rios.
Durante 3 dias, estivemos em São Gabriel , no local em que tombou Sepé Tiaraju, nos reunimos mais uma vez, caciques, Karai, Kuña Karai e demais lideranças, homens, mulheres e crianças Guarani, descendentes dos guerreiros de Sepé Tiaraju, para conversar, nos aconselharmos e avaliar nossa situação. Ouvindo as palavras vindas de aldeias dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, preocupamo-nos com o futuro e concluímos: sem a garantia de nossas terras, não há como vivermos a cultura, e nossa vida Guarani está ameaçada.
Sentimos em denunciar que quem deveria ser nosso maior aliado, o órgão criado para trabalhar exclusivamente com os Povos Indígenas do Brasil, a Fundação Nacional do Índio - FUNAI, não está cumprindo com seu papel e vem demonstrando medo em regularizar nossas terras. Nossas comunidades relataram as tristezas e sofrimentos que passam pela demora nos encaminhamentos e soluções dos problemas, pela burocracia e falta de vontade do governo em dar uma solução para essa situação. Assim, solicitamos mais agilidade e coragem na criação dos Grupos de Trabalhos e para realizar os levantamentos antropológicos nas nossas terras que hoje estão ocupadas por fazendas, enquanto nós, que possuímos o direito de viver em nossas terras, estamos há anos em beira de rodovias, correndo perigo todos os dias, sujeitos à expulsão de nossas casas. Isso já ocorreu diversas vezes e, como exemplo, relatamos o que aconteceu em Arroio do Conde, Eldorado do Sul, RS, em julho de 2008, quando algumas famílias foram expulsas do acampamento em que viviam e tiveram suas casas destruídas pela Brigada Militar. Vale ressaltar que a ação policial foi motivada por uma decisão de reintegração de posse, mas as referidas famílias não ocupavam nenhuma propriedade particular, elas estavam às margens da estrada, em espaço público. A nossa comunidade do Lami, na grande Porto Alegre, também receia em sofrer o mesmo e pede agilidade da FUNAI no procedimento de identificação e demarcação da terra.
Idêntica realidade de descaso e abandono ocorre nas terras de Petim, Passo Grande, Coxilha da Cruz, Estiva, Capivari, Lomba do Pinheiro, na grande Porto Alegre, RS, que também aguardam os GTs de identificação e demarcação, o que já deveria ter iniciado em 2008.
Em Yrapuã, Caçapava do Sul, RS, já ocorreu o estudo antropológico e este foi concluído há anos, no entanto a nossa comunidade está ainda à beira da estrada esperando por uma definição da Funai a fim de que possam entrar na terra, mas o processo ficou estacionado no órgão indigenista. Na terra indígena Pacheca, Camaquã, há conflito com não-índios que têm desrespeitado os limites da área indígena, já demarcada e regularizada, e colocam no seu interior o gado que destrói as plantações da nossa comunidade. Apesar de já termos denunciado por três vezes, não houve intervenção do órgão indigenista para coibir as invasões. A terra de Cantagalo, situada em Viamão, já foi homologada e mesmo assim permanece indefinida, pois a Funai não realizou o pagamento das benfeitorias de boa fé e nem a retirada dos não-índios, que nos dizem que só podem deixar nossa terra quando receberem o referido pagamento por não terem outra fonte de sobrevivência. Também a nossa comunidade da Terra Indígena Mato Preto, em Getúlio Vargas , enfrenta a morosidade na publicação do estudo antropológico que comprova a ocupação tradicional Guarani na região.
Em Santa Catarina presenciamos também o descaso da Funai com relação a conclusão do procedimento de demarcação da Terra Indígena Araça’i, cuja retomada ocorreu em 1998, mas as famílias foram retiradas da área. O procedimento de demarcação desta área, iniciado em 2000, sofreu paralisação através de ação judicial, revogado posteriormente por ser improcedente. Famílias desta nossa comunidade ainda estão espalhadas em outras aldeias aguardando que a FUNAI inicie o levantamento fundiário para proceder a indenização dos não-índios, o que vem demorando e causando tensão entre agricultores da região. Ressaltamos que é a mesma situação ocorre na Terra do Morro dos Cavalos, que foi demarcada em abril de 2008, e ainda espera pela continuidade do processo de retirada das famílias dos não-índios. As nossas terras Guarani, no norte do estado de Santa Catarina, tiveram o procedimento demarcatório iniciado, no entanto estão sofrendo pressão em função de obras de duplicação de rodovias, ferrovias e construção de portos planejados exatamente nas regiões que afetam as nossas áreas e, por isso, nossas comunidades pedem mais atenção dos órgãos responsáveis.
No estado do Paraná as nossas comunidades tiveram suas aldeias alagadas, com a instalação da hidrelétrica de Itaipu. Na ocasião muitas famílias tiveram que migrar para outras terras e retornaram depois, vivendo hoje à beira da represa, a espera de resoluções. Nos municípios de São Miguel do Iguaçu e de Santa Helena Velha as nossas comunidades ocupam pequenos acampamentos, sofrem com falta de espaço para o plantio, sem atendimento à saúde e sem fontes de alimentação aguardam pela FUNAI para que realize o reassentamento das nossas famílias. Da mesma forma, vivem as nossas comunidades de Guaíra e Terra Roxa, que esperam regularização das áreas que, a cada dia, perdem espaços territoriais em função da expansão das cidades.
Denunciamos também a situação das inúmeras famílias atingidas pela Duplicação da BR 101 em SC e RS, que sofrem com a morosidade na implementação do Programa de Apoio as Comunidades Indígenas Guarani – PACIG. Exemplo disso são as áreas de Varzinha, Riozinho e Campo Molhado, RS, que ainda não receberam nenhum apoio. Alertamos que isso não pode se repetir com a duplicação da BR 116, RS, que vem sendo planejada sem nenhum processo de discussão.
Pedimos apoio da sociedade civil e mais empenho dos órgãos responsáveis para a resolução de nossos problemas. Já não há mais tempo para esperas. Enfrentamos o medo todos os dias nas aldeias, pois quando denunciamos os não-índios, que invadem as terras, ou que as ocupam, nós sofremos perseguições e corremos o risco de sermos presos ou expulsos de nossas áreas, mas quando são os brancos que nos arrancam das terras, nos humilham ou nos discriminam, a lei não é cumprida, e sabemos que nada lhes acontece.
“Essa Terra tem dono!” Esse grito foi dado por Sepé Tiaraju em 7 de Fevereiro de 1756, e continua sendo ecoado por nós, o Povo Indígena Guarani e nossas organizações. E assim será, até que nossos direitos sejam respeitados, mantendo a esperança de que um dia, ao invés do grito, possamos voltar a entoar canções.
São Gabriel, 7 de Fevereiro de 2009.

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Jairo Mozart (UM PARENTE INDÍGENA) IRMÃO, AMIGO

Com Respeito,Gratidão, compartilhamos aqui com todos, de uma linda caminhada que dispensa muitas falas .
Parabéns Parente Jairo!
Jairo Mozart Pereira
Músico, compositor, cordelista e artista plástico.
Publicou vários títulos de Literatura de Cordel: A Peleja dos Ipixunas com os Brancos Invasores, O Auto de Lampião no Além, O Cordel do Peixe-Boi; O Vaga-lume perde a Luz na Queimada da Floresta; A História do Cordel em Cordel, O Cordel da Missão Cruls, entre outros.
Atua como produtor cultural, tendo produzido eventos artísticos e culturais de grande porte para o setor público estadual e municipal e para a iniciativa privada.
Criador e produtor de vários projetos culturais, entre eles: Projeto Araponga (PB),
Projeto Som Nosso (PB), Projeto Som Brasília (DF), Projeto Trilha das Águas (DF), Projeto Cordel na Escola (TO), e Projeto Etnias.

Telefones: (61):– 8152 0111
Home Page: http://www.musicexpress.com.br/jairomozart
E-mail: jairomozart@gmail.com
OMB: 2851/ PB
Brasília – DF, 06 de janeiro de 2009.

CURRICULUM

JAIRO MOZART PEREIRA
OMB: 2851/PB

Email - jairomozart@gmail.com - http://www.musicexpress.com.br/jairomozart


.OFICINAS REALIZADAS:
§ Percepção Musical, Rítmica e Literatura de Cordel, na Fundação José Américo de Almeida em João Pessoa Paraíba durante 2 anos consecutivos atendendo alunos do jardim 1 2 e 3 e ensino fundamental.
§ História da Arte, Desenho e Pintura, na Fundação Bradesco no Pará, para alunos do ensino fundamental.
§ Oficina Rítmica e Literatura de Cordel no Colégio Marista de Taguatinga/Distrito Federal, para alunos do jardim 1 2 e 3 e segunda quarta e sextas series, atendendo 1 820 alunos em dois anos.
§ Oficina Rítmica e Literatura de Cordel no Projeto Sede de Cultura, Brasília/DF. atendendo 100 alunos do ensino fundamental da Vila Estrutural em um ano e meio.
§ Oficina de Literatura de Cordel no CEF 07, na Asa Norte, Brasília/DF, para 500 alunos e 12 professores, em um mês.
§ Oficina de Literatura de Cordel no Projeto ÊXODOS do Colégio Setor Leste, Brasília/DF, para 300 alunos, em quatro anos.
§ Oficina de Literatura de Cordel, nos municípios abrangidos pelo Parque Nacional Grande Sertão Veredas, Minas Gerais, para 860 professores das redes estadual e municipais, entre março a agosto de 2008. Grande parte dos professores participantes são de origem indígena e quilombola e as especificidades destas comunidades foram trabalhadas nas oficinas.

DISCOGRAFIA
2005 – CD Só Pra Xotear
2004 – CD O Auto de Lampião no Além – com participação de Oliveira de Panelas
2002 – CD Canto Cerrado - com participação de Ludmila Vinecka e Guerra Vicente. Assina a concepção, composição, arranjos e direção de arte.
2000 – CD Choramingando - Juntamente com o maestro Dinaldo Domingues. Assina a concepção, direção, composição e produção executiva.
1999 – CD Trilha das Águas II em defesa da Amazônia - Chico 10 anos (coletânea de música, pelo selo JMT-DF). Assina a direção, concepção, composição e produção executiva.
1998 – CD Trilha das Águas. Este trabalho musical está acompanhado de cartilha ambiental, em defesa da preservação das águas. Assina a direção, composição e concepção.
Recentemente tivemos à Honra em contactar com Jairo, e deste Reencontro tivemos a certeza que realmente todos estamos sonhando juntos há muito tempo!
Jairo Mozart, agradecemos profundamente pelo que desenvolve pela valorização, RESPEITO, aos nossos Ancestrais!
Iporã Eté
Utinguassú Liana

PROUNICIAMENTO VILLAS BOAS /FÓRUM MUNDIAL 2009




PRONUNCIAMENTO – FÓRUM SOCIAL MUNDIAL – JAN/2009


PRONUNCIAMENTO – FÓRUM SOCIAL MUNDIAL – JAN/2009
Senhores Na discussão do que queremos para o planeta e seus quatro Ecossistemas na Amazônia, alertamos não como educador, mas como cidadão com conhecimento de causa que a maior Floresta Tropical Úmida do planeta e toda diversidade; são elas: Cerrados utilizada para agricultura, fruticultura e flores, as áreas inundadas utilizadas para pecuária búfalo e piscicultura e os manguezais e a floresta propriamente dita; nelas estão inseridos o homem e seus desafios para o futuro, precisam de projetos que venham colocar em prática os conceitos que de forma séria e eficaz já foram debatidos inúmeras vezes por vários organismos de respeitabilidade mundial. Some-se o fato de que, nesse contexto, precisa o homem rural e urbano se reeducarem sobre o consumismo exacerbado e irresponsável de coisas inúteis ou descartáveis, já que uma sociedade pode ser definida pelo lixo que produz.A América do Sul, no contexto global, sempre foi cobiçada internacionalmente. O Brasil, um país jovem, de uma grande extensão territorial tendo a Amazônia em particular, com suas absorções climáticas invejáveis, rica sob todos os aspectos, incluindo a potencialidade de seu povo, apresenta-se atualmente com maior vigor na berlinda internacional pelo que representa em termos de floresta virgem e de seu real papel no equilíbrio climático mundial.O problema da Amazônia e por extensão do Brasil só requer co-responsabilidade e atenção do mundo, voltada para o homem e sua família, com uma economia pautada nos interesses da sociedade civil organizada. Estamos falando das indústrias, dos negócios agroextrativistas e de pesca. Para a salvação do meio ambiente o planeta em desenvolvimento já dispõe de um indicador, o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), que combina os diferentes indicadores à esperança de vida, à educação e à renda, que no nosso país e principalmente na Amazônia é baixíssimo. Na escala do desenvolvimento é crescente a necessidade das matérias primas que o mundo necessita, produzindo enormes focos de destruição tanto no “mar verde” como “mar azul”. Uma sociedade que diz atrelar o desenvolvimento aos interesses das pessoas e não o contrário, não deve incentivar a mão única que é a tônica em nosso país. Uma sociedade que diz respeito ao desenvolvimento em torno das pessoas e não das pessoas em torno do desenvolvimento. A Organização Mundial da Saúde (OMS/OPAS), que faz parte dos sistemas da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da Organização das Nações Unidas (ONU) já mostraram que esta fórmula é imperativa na grande maioria das nações em desenvolvimento.
Não existirá salvação da floresta enquanto não salvamos o homem e sua família. É preciso que o meio ambiente, a saúde e o desenvolvimento sustentável do ser humano se situem no centro deste processo. Precisamos dar condições dignas de rendimento às populações tradicionais e as comunidades indígenas, os que estão inseridos na verdadeira reforma agrária e regularização fundiária. Devem ser chamados de brasileiros úteis, ou seja cidadãos que habitam em torno desta grande floresta, com políticas públicas bem definidas, não mais precisando ser manipulados por políticos e sim respeitados por políticas de crescimento em suas regiões. Exemplificamos ações tendo o homem incorporado verdadeiras e acertadas políticas públicas: a silvicultura consorciada com agricultura e não com agronegócios em commodities, observando como suporte a potencialidade de produção d’água. A piscicultura, cassinicultura (camarão) e a enorme riqueza dos manguezais, sabendo que 20% dos manguezais estão na Amazônia azul, a maior área contínua de floresta do planeta. Caso tenhamos coragem de viabilizar estas ações, nos depararemos com outro grande gargalo que é a ausência de políticas públicas sobre o transporte alternativo para escoar essas produções, que hoje tão somente é feita por vias fluviais. Estamos colocando o dedo na ferida onde muitos têm medo de discutir esses diferentes modelos de “gestão do público” de acordo com a particularidade de cada região, a exemplo das RESEX Mar (Reserva Extrativista Marinha), que são nove na Amazônia Azul (nos municípios: Soure/Marajó, Santarém Novo, Curuçá, Maracanã, São João da Ponta, Augusto Corrêa, Bragança, Tracuateua e Viseu, todos no Salgado Paraense, com um total de mais de vinte e oito mil famílias moradores e/ou usuários).É preciso sim, de educação e profissionalização de “artes e ofícios” para toda faixa etária, de políticas preventivas de saúde pública (promoção de saúde), dar melhores condições de saúde curativa, e que tenham seus rendimentos de subsistências próprias, inserindo aí a agricultura familiar mecanizada ou não, turismos rurais e eco-turismo, a criação de turismo nas civilizações indígenas fora de suas comunidades tradicionais e que possam em suas regiões e de acordo com suas vocações produzirem produtos para escoar por vias regional, nacional e internacional. Isso pode ser viabilizado desde que sejam disponibilizadas forças para o enfrentamento das situações adversas decorrentes destas condições, sendo necessário efetuar ajustes e reformas nos processos de tomada de decisões. Outros campos a despertar colaboração com os países desenvolvidos são relacionados com a provisão de água potável, saneamento e proteção ambiental às comunidades pobres, para reduzir as enfermidades e mortalidade associadas com a péssima qualidade da água e deterioração do meio-ambiente.Senhores, para que tudo isto seja uma realidade, não vemos de outra forma senão a economia mundial focar prioridade para o processo de educação do ser humano, de uma forma responsável. Mudemos a regra do jogo urgente e já, se não ficaremos a debater nos futuros fóruns discursos teóricos com decisões de difícil aplicabilidade. O Projeto Expedição VILLAS-BÔAS pelo Brasil que está inserido nos objetivos da Fundação VILLAS-BÔAS, a tempo vem difundindo nacionalmente que a solução para o Brasil, principalmente para a Amazônia Legal e Mata Atlântica é “O Reflorestamento”. Ao longo da década, o mundo foi alertado para as mudanças climáticas e a constante evolução das queimadas e derrubadas criminosas, afora a necessidade de suporte à própria economia mundial que só faz incrementar a aquisição de materiais extraídos das florestas legalmente ou ilegalmente, e o que isso representaria de negativo para o futuro da humanidade. O que o brasileiro de outras regiões e o mundo precisam entender é que existem 25 milhões de brasileiros amazônidas, nos centros urbanos e no meio das florestas e que precisam produzir para viver. E que a ordenação dos meios para isso, resulta necessariamente em apoio técnico-científico.Por conta das crises do Sistema Financeiro internacional os Estados Unidos e Europa elegem o Brasil como produtor ideal de grandes florestas plantadas e energéticas e eles querem investir muito dinheiro aqui. Sem área produtiva a Amazônia não terá salvação. Nesse contexto, instalar-se-á o ciclo de operação financeira e todos ganharão. O importante na implantação de qualquer projeto na região é manter o TRIPÉ o HOMEM e sua FAMÍLIA, contando com a PROTEÇÃO DIVINA, NATUREZA, ECONOMIA atrelados, de preferência nessa ordem, cada um, entretanto, no seu espaço e escala de prioridade. Todos têm ambições e interesses. Pelo que expomos acima todos estão em busca de solução para os problemas que envolvem a natureza e que realmente venha a existir um PROJETO PARA O BRASIL ou PROJETO BRASIL.A floresta terá que receber um estímulo para sobreviver e este é o REFLORESTAMENTO JÁ. Não simples programas de reflorestamento com objetivos políticos e que não sejam exeqüíveis. Se não trabalharmos o reflorestamento com o aval e regras claras com o setor produtivo, vamos continuar a escutar notícias como: Florestas desmatadas ou engessamento amazônico, ou contabilizarmos estáticas de quanto já foi destruído, como consolo.Para tudo isso acontecer, o setor produtivo que extrai a riqueza da mãe natureza colocará seus investimentos dentro da floresta com retorno garantido ao ecossistema. Temos a certeza de que teremos em pouco tempo geração de emprego e renda em todo o país, principalmente na Amazônia Legal, dificultando a agressão irresponsável do homem. Não se anula por isso, o monitoramento aos teimosos e mal intencionados que continuarão a existir na região. Todos querem liberdade e condições legais, pagando impostos e gerando informações do que produzem e do que fazem para o governo e a sociedade; as proporções vão de acordo com seus interesses e suas atividades, reflorestando com árvores nativas e frutíferas. O processo é simples, mas envolve todas as camadas do conhecimento humano como os extrativistas, os homens das florestas, as comunidades com menor conhecimento cultural educativo deste país, bem assim os intelectuais, a área cientifica e profissionais de nível superior que serão engajados nesse processo evolutivo.Com interesse de tirar o que o solo e o subsolo têm cada um terá sua proporção na responsabilidade do reflorestamento. O madeireiro e os exportadores a cada hectare derrubado terão que plantar três hectares. A silvicultura para cada hectare derrubado, terá que plantar seis hectares. O agronegócio, entrará no processo da mesma forma plantando 10 a 20 vezes a cada hectar. Discute-se assim com o governo e a sociedade e equacionando as limitações de produtividade, isso tudo em discussões tomando por base o Zoneamento Econômico Ecológico. Da mesma forma para aqueles que queimam ou derrubam áreas sem autorização, o plantio é de 10 vezes mais, ficando estes monitorados pelo Ministério Público e três Ong’s, freqüentando centros de pesquisa, universidades, congressos e fóruns para reversão do processo cultural. A indústria que necessita dos materiais do solo e subsolo, em cada processo reflorestará 6 a 10 vezes mais a cada cálculo de produção. A atual área de abrangência da Amazônia Legal corresponde a uma superfície de aproximadamente 5.217.423 km² correspondente a cerca de 61% do território brasileiro. A Mata Atlântica a área original era 1.290.692,46 km², 15% do território brasileiro. Atualmente o remanescente é 95.000 km², 7,3% da área original. Hoje se fala um 30.000.000 de hectares alterados e degradados só no Estado do Pará, equivalente aos Estados do Paraná e Santa Catarina juntos. E assim poderemos reverter este processo em menos tempo para as coberturas devastadas e não agricultáveis, Se isto for pouco nós temos os Cerrados que estão sendo dizimados também. Trabalho não vai faltar.Para o setor produtivo da Amazônia é um ganho a custo muito baixo. E para o Ecossistema temos a certeza de recuperarmos o tempo perdido resgatando as áreas devastadas. Não obstante, vamos ter que esperar 50 anos para voltar ao que era antes. Nossa parte, agora, estará sendo feita e, isso, a história registrará positivamente como um bem realizado à humanidade e ao meio ambiente.
Paulo Celso VILLAS-BÔAS Presidente da Fundação VILLAS-BÔAS

quinta-feira, dezembro 25, 2008

A JUVENTUDE ADORMECIDA

A JUVENTUDE ADORMECIDA!

Escreveu Carlos Fernando Priess (*)

Convivemos em nosso dia a dia, com jovens, pais, entre eles, netos e filhos, todos reclamando, das dificuldades, em especial, para freqüentarem um curso superior. Querendo e precisando se graduar.

Os problemas econômicos e a elitização de nosso ensino são as maiores evidências do atraso educacional e da baixa escolaridade brasileira, que são também, responsáveis pelas desigualdades sociais e até pela grande concentração de renda para uma minoria.

Mas rebusco na memória, as lutas dos anos 60 e me pergunto, para onde foram os sonhos de minha geração valente? Foram tantas as conquistas, inclusive, na área do ensino público e gratuito, fruto da utopia deliciosa de nossa juventude.

E nos dias de hoje, lamentavelmente, sentimos que a nossa juventude não luta, não se organiza, preferindo engrossar as fileiras de mão de obra das elites, ou então ficando na ociosidade perigosa, como isca fácil para a droga.

O que estará passando na alma da juventude de hoje, que não se organiza para pressionar o poder público a lhe proporcionar escolas públicas e gratuitas em todos os níveis?

Sabe-se que a quase maioria das famílias indigentes nunca freqüentou a escola ou abandonaram-na antes de completar um ano de estudo, enquanto os deputados e senadores, verdadeiros parasitas do povo, ganham um salário maior que do Presidente da República, acrescido de verba de moradia, passagens aéreas, 13º e 14º salários, engraxate, barbeiro e cabeleireiro, tudo por conta do povo, além de milionárias verbas para manter seu gabinete, completando com 90 dias de férias.

É fundamental para a construção de uma nova sociedade, mais justa, solidária e integrada, a educação, que é requisito fundamental, tanto para o pleno exercício da cidadania, como para o ingresso e o progresso, no mercado de trabalho. E para tanto, a juventude precisa sair dessa letargia e se organizar em seus sindicatos, associações de bairros, entidades estudantis, e exigir dos governos, de seus políticos, ensino público e gratuito em todos os níveis.

As instituições particulares existentes, que respeitamos, não serão prejudicadas, pois a massa carente é muito grande, tendo espaço para todos.

A capacitação profissional torna-se o principal fator de conquista e de manutenção do emprego, começa a esboçar um novo quadro, mas é preciso que a juventude lute junto aos chamados representantes do povo, para que tenham também cursos superiores públicos e gratuitos.

Que as faculdades não sejam um privilégio da minoria.

E classe política não poderá ganhar a juventude trabalhadora se não buscar solução às aspirações do povo, dando-lhe oportunidade real, para trabalhar é claro, mas também para estudar, e não basta limitar a atividade da juventude apenas a seu entretenimento, ou te-la apenas, como mão de obra.

(*) Advogado/Mestrando em Direito na Univali – carlos@priess.com.br

segunda-feira, novembro 03, 2008

AVÁ GUARANI DA TRÍPLICE FRONTEIRA

Aldea Global Indígena Avá Guarani del Oco'y "Tava Guasu Avá Guarani",Paraná – Brasil / Paraguai / Argentina.ORGANIZAÇÃO SOCIAL E ETNO-CULTURAL INDÍGENA TEKO ÑEMOINGO - OSCIP GUARANY CNPJ: 09.202.622/0001- 77CONVITE CONCLUIDO : A PARTIR DE HOY POR FAVOR DIVULGUEN NUESTRO ENCUENTRO!Matei horyveva pe che ã ha che anga iru Huber Marecos haMontenondehara Chamyi Su ñande ñe'e Tee te David G. Oliveira.Encaminoles nuestro CONVITE para la apreciacion final, falta todaviahacer las ultimas correcciones y colocar los acentos, tengo problemascon mi pc para colocar los acentos, portanto, cuento con vosotros paraeste fin.Tambien, necesitamos saber de cuantas personas estan compuesta laDELEGACION que viene de Ateneo de Lengua y Cultura Guarani.For favor necesito concluir este domingo, no tengo respuesta de misolicito de e-mail desde 29/10/08, aguardo noticias.Senhores conheçam um pouco mais sobre os Ava Guarani das triplicefronteira (BR/PY/AR).VISITE O LINK A SEGUIR E CONHEÇA O QUE A ITAIPU BINACIONAL ESTAPRATICANDO CONTRA OS MISERAVEIS AVA GUARANI NA COSTA OESTE DO ESTADODO PARANA.http://pt.netlog.com/momaiteiMatei mãrãey me che ã ha che anga iru kuera!POR FAVOR, ACUSEN RECEBIMIENTO.He'i:Tupã Ñembo'agueravijuMomaitei

sábado, novembro 01, 2008

LANÇAMENTO DO LIVRO :O CHAMADO DA TERRA

Queridos Parentes, irmãos e amigos

Convido todos para lançamento de meu primeiro Livro: O Chamado da Terra dia 15/11/2008 na 54 Feira do Livro de Porto Alegre. Às 16h estarei palestrando no Armazém A do cais do Porto e ás 17:30 estarei na Praça da Alfândega para autógrafos.
O Tema da Palestra : O maior preconceito é Indiferença (foco Indígena).
Agradecemos à Todos !
Iporã eté
Utinguassú Liana

segunda-feira, agosto 25, 2008

Agradecemos Paulo Celso Villas Boas

Boa noite à Todos,
Abaixo copiamos endereço do site Expedição Villas Boas , onde nosso Parente, irmão Paulo Celso generosamente nos permite compartilhar.
Aproveito para reforçar aqui que "Nada "nesta vida conseguimos sozinhos.Ou sonhamos Juntos e realizamos, ou ficaremos sonhando eternamente sós, o que é uma opção.
Agradeço à Todas as pessoas que estiveram, estão e estarão em minha vida.Cada um sabe em seu coração, minha eterna Gratidão, Respeito! Inclusive você Paulo.
Iporã eté Aguyjevete (agradeço) Mitakuye Oyasin
Liana Utinguassú

segunda-feira, julho 14, 2008

Quantos preconceitos temos

Boa noite,

Ainda com base nos assuntos indígenas.
Quero aqui colocar algumas questões vivenciadas ao longo da vida.
Aos 46 anos de idade já posso dizer que algumas conclusões cheguei. Uma delas é que o preconceito é uma doença séria que a humanidade carrega, como um câncer, uma doença degenerativa e que corroe.
Nesta esfera de quem é indio, quem não é indio, quem quer ser indio, quem não se reconhece como tal, porque não quer, muitos acabam sendo tragados pelo tal preconceito, direto e indireto.
A questão é bem oportuna pelo fato de muitos de nós vivermos na cidade .Alguns nasceram,mas nunca buscaram saber suas origens,nem sabem a que etnia pertencem..A doença do preconceito começa a se manifestar. Quando o indivíduo se assume como indígena, se sente indígena, oque é assegurado constitucionalmente, a sociedade o discrimina. Começam as indagações sobre cor,da pele, cabelo se é liso ou não, misturas que possam carregar além do sangue indígena. Onde quer que nasçamos, mesmo que sejamos criados em outras famílias, um dia, algo irá sinalizar e vamos ter que olhar para nossas raízes, é irreverssível!
Alguns deixarão passar certos detalhes, abafarão dentro de si,outros terão vontade de gritar para o mundo ,o que particularmente admiro .Não podemos ignorar de onde viemos por toda uma vida. e quando nos apropriamos destas informações,integramos um espírito adormecido que quer falar, quer ser livre de preconceitos, ele é como é sem buscar tornar-se.
Temos registros de preconceitos entre irmãos de raça, nas mais diversas épocas da história e isto com certeza não levou a progressos, e sim a guerras que se perpetuam.
A doença do preconceito é terrivel !É um bicho que devora e tortura lentamente.
Pessoalmente vivi e vivo na pele , "alguns preconceitos ",porque o ser humano tem um péssimo hábito de separar por separar , gerando inúmeras diferenças e muros intransponíveis, mas é ele quem os cria.
O desenho atual da humanidade é um desenho enfermo. O ser humano está contaminado, por acreditar mais nas diferanças do que na igualdade e fraternidade e justiça. Perdeu-se muito e agora o tempo urge! Mas a razão principal, ouso dizer que está diretamente ligada ao fato do homem ter se desconectado da Mãe terra.
Podemos recuperar o tempo perdido? Sou da opinião que não podemos recuperar o tempo, mas fazer o tempo agora..Este tempo, é o tempo de acordar para o simples fato que :Preconceito não nos leva à parte alguma. É hora de estirpar este câncer, olhar para realidade e não ter receio de assumir quem fomos, quem somos, para que um mundo igualitário, onde caminhamos ao lado uns dos outros sem querer passar rasteira em ninguém e um mundo de paz, onde encaramos as realidade juntos possa efetivamente se concretizar no aqui e no agora.
Este é um alerta geral. Citei aqui o preconceito quanto ao indígena .O que comentam sobre os indígenas é por vezes absurdo. Aqui cito algumas frase que já escutei:
"Mas você não é "puro" indio, você é aquele lá da beira da estrada, ou , você se veste como caraíba( juruá-não indio), já se envolveu com o branco, se civilizou.", estudou e deixou de ser índio.
Não alimentemos preconceitos, caso contrário acabaremos sendo também discrimindaos de alguma forma, pois a ressonância é um dado real, científico e esta mesma ressonãncia irá nos mostrar que tudo está interligado, que somos todos "UM."Talvez aqui possamos vislumbrar um desfecho feliz desta história.
Agradeço
Liana Utinguassú

UM APELO

Boa Tarde,
Com base nos últimos acontecimentos com relação aos Guarani expulsos no dia primeiro de julho de 2008, despejados pela Brigada Militar de um acampamento situado à beira da Estrada do Conde, município de Eldorado do Sul, próximo à cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul onde Policiais da Brigada Militar (Polícia Estadual do RS), acompanhados do Oficial de Justiça Bruce Medeiros, por ocasião do Mandado de Reintegração de Posse (Processo 165/1.08.0001027-9), ajuizado pela FEPAGRO - Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária, e deferido pela Juíza Luciane Di Domenico, do Poder Judiciário do Estado da Comarca de Eldorado do Sul, RS.elo Poder Judiciário (vide vídeo: http://wethetv.org/node/8), tomo liberdade em me pronunciar.
Vivencio há muitos anos direta e indiretamente a realidade dos nossos parentes Indígenas no Brasil, América Latina e América do Norte e vejo que estamos vivendo tempos mais que "difíceis". Vejo, escuto e leio comentários diversos na sequência de tantas atrocidades porque passam os povos desta Terra.Sou movida principalemte pelo que nossos ancestrais nos deixaram e que busco nutrir nesta caminhada, neste tempo, neste mundo. Valores como :Respeito, Honra, Justiça e Gratidão, estão esquecidos ao meu ver.A humanidade se desconhece como tal ,em um auto -sequestro humano ela é conduzida a um vício comportamental que apenas avalia as questões com base no que mostra a mídia Global anulando toda e qualquer outra visão. Aquele, : Fulano, disse daqui, beltrano disse dali gera uma onda e assim muitos seguem hipnotizados, sem olhar a situação como um todo,parecendo que muitos perderam a memória.. A humanidade desconhece sua história..
Tenho escutado , após os últimos acontecimentos com os Guarani comentários estarrecedores. Alguns apoiando os direitos dos Povos Indígenas e sensibilizados, outros absurdamente insensivies e demonstrando desconhecimento de causa .
Julgamentos do tipo: "Indios que estão em beira de estrada "são diferentes"(são pobres, não são índios), "A imprensa está aí para informar os fatos e gerar reflexões", e eu me pergunto: Reflexões não deveriam partir de uma visão do todo? Será que não estamos apenas ficando com uma face da montanha? Será que somente na imprensa encontramos às respostas?
Outros comentários do tipo:"Os indios estão desrespeitando propriedades estaduais, desrespeitando a Constituição e criando Estados soberanos, com suas próprias Leis. Outros comparam as ações dos índios com ações da via campesina (MST), outros ainda usam adjetivos rotulando os indios como terroristas e violentos, que usam o facão( no caso do último ocorrido em cadei Nacional com relação a TI -Raposa Serra dos Sol-MT), Outros, ainda dizem que as Terras Indígenas são ociosas,(comentários de Jabor na Globo) e por aí vamos nesta ciranda de julgamentos e comentários espalhados nos mais diversos meios de comunicação, e em vários outros segmentos.
O fato é que todos opinam facilmente e sabemos que o universo de cada um é diferente, que todos podemos divergir dentro do que acreditamos ser o "correto, e incorreto", e o que para uns é justo, para outros não é, dados os interesses em questão e a tão falada SOBERANIA NACIONAL.
Mas então, o que fazer? Pessoalmente , busco parar e obervar e lhes peço aqui o mesmo e após obervar profundamente tudo que está ocorrendo no que tange à Mãe Terra e seus filhos e que saibamos distinguir quem são os "bandidos e os heróis." Não podemos sair por aí taxando os índios de "selvagens ",violentos, invasores, ociosos e permitindo que sejam algemados como bandidos , espantados como "moscas( com todo respeito às moscas que fazem seu trabalho nesta cadeia natural.)
Não podemos esquecer os registros de nossa história. Não podemos e não devemos esquecer o que significam valores Ancestrais .
Nas diversas Palestras e Fóruns que participei escutando ou atuando como Palestrante ,estudiosos, antropólogos, etnólogos, simpatizantes da causa indígena não senti tanta lucidez , respeito, serenidade, equilíbrio, sentimento de coletividade e união que senti em reuniões indígenas que estive, onde os mais velhos e as crianças são sagrados. Científicamente e históricamente se comprova que nossos ancestrais conheciam o Mar como ninguém, e conheciam o que era preciso para manter o equilíbrio ecológico respeitando os ciclos desta natureza .Faço aqui uma pergunta: Hoje, temos perspectivas animadoras?Não, não temos.Tão pouco temos todo tempo do mundo para ficarmos aqui perdendo tempo em julgar sem fundamentos de causa.
Não misturemos os canais , por favor!
Os povos indígenas estão como estão, sofrendo de cruéis e constantes ataques. As crianças são mortas sem nem sabermos ao certo por que, assassinadas, estupradas, e me perdoem se sou cruel aqui em não medir palavras, mas a realidade que é vivida e que chega à nós sem que as autoridades e a sociedade tome conhecimento é esta, não a que muitas vezes a mída nos coloca.Quando o assunto se dirirge aos povos indígenas, geralmente não se tem tanto impacto, ou logo passa para esquecimento, como tantas mortes já sentidas pelas comunidades indígenas e que se seguem, como na trágica morte da indía Xavante, ainda neste mês julho.
Semana passada, em sala de espera de consultório médico, uma pessoa fez um comentário:
"A questão dos indios é que todos acham que temos culpa, que o passado foi muito cruel com eles", e esta pessoa reforçou dizendo que passado não interessa!" .
Bem, não seiquanto à vocês leitores, amigos, mas sei de mim: e faço uso aqui do ditado popular: "Povo sem passado é Povo sem Futuro". E em um apelo pessoal, peço por reflexão."Que não busquemos desculpas por não fazer e sim razões para fazer".
De todos estes comentários já escutados, lidos e vistos, também temos aqui um que bem atual e se encaixa aqui: "Ao invés de algemar liderança indígena, algemar e realmente levar à justiça os tantos selvagens e bandidos da nação brasileira que saqueiam os cofres públicos, riem de todo povo e continuam às soltas", literalmente debochando da sociedade!
Finalizo aqui lhes dizendo que tudo vais passar, que talvez não estejamos aqui amanhã, ou nos próximos segundos, mas temos que urgentemente fazer no aqui e agora, o melhor possível e será que estamos fazendo?
Quando escrevemos também estamos lançando uma vibração, uma energia e um manifesto. Meu manifesto aqui é em apelo para que não pequemos por uma falta de informação do todo, jamais! Em memória de meus ancestrais e PROFUNDO RESPEITO,
À Mãe Terra e seus filhos
Liana Utinguassú

quinta-feira, junho 19, 2008

Palestra semana do Meio Ambiente

Mês do Meio Ambiente Banrisul

Em comemoração ao Mês do Meio Ambiente , o Programa RECICLAR, promoverá, em parceria com a Cabergs, o Greenpeace e a Unidade de Negócios Rurais, algumas atividades nas próximas semanas.

Confira a programação e reserve, desde já, a sua vaga para a jornada, as palestras,
visita técnica e oficina.

Programação:


Palestra *
Relação das culturas indígenas com a natureza
Palestrante Liana Utinguassú - movida pela busca ancestral, há mais de 18 anos, empreendeu contato com os povos indígenas do RS, guarani e kaingange, estendendo-se a outras etnias do Brasil e da América Latina. É presidente da ONG Yvy Kuraxo.

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

TRANSCREVEMOS NOTICIAS JORNAL

SÃOGABRIEL Artista faz homenagem para índios guaranis
Essa vai entrar na história
CAROLINA CARVALHO- Fonte Jornal

Carolina.carvalho@diariosm.com.br

Intenção é chamar a atenção para a história da Batalha Guaranítica e fazer do local um ponto turístico local
Dizem que um povo sem passado é um povo sem futuro. Resgatar a história é trazer à tona as experiências, adquirir conhecimento e es ti­mular a cultura Pensando nisso, uma homenagem foi preparada para relembrar uma das grandes tragédias da história da colonização brasileira, que aconteceu em São Gabriel. No dia 10 de fevereiro de 1756, cerca de 1,5 mil ín­dios guarani foram mortos em um confronto contra os exércitos espanhol e português.

A batalha aconteceu no distrito de Tiaraju, localidade de Caiboaté Grande, que fica a 20 quilômetros do centro da cidade. Para lembrar as vidas perdidas, no último domingo, 150 cruzes de madeira foram cravadas no palco da guerra. A idéia é re­tomar. o passado e estimular o turismo local.

A idéia foi bolada pelo ar­tista plástico Arno Schleder, de São Luiz Gonzaga. Nos próximos anos, a homenagem deve se repetir. Mais 150 cruzes serão colocadas no local a cada dia 10 de fevereiro, até 2018, quando 1,5 mil delas estarão no monumento missioneiro que já existe no lugar. Juntas, elas formarão uma grande cruz missioneira

De acordo com o artista, a idéia foi fazer uma homenagem e uma referência à memória dos guaranis mortos há 252 anos. O objetivo é que o espaço se tome um local de visitação.

- Foi o primeiro passo para que a gente acorde um pouco para a nossa história e mostre o passado para as nossas crianças.
Poucos lugares foram palco de uma batalha como essa – explica o artista plástico.
Conforme a pesquisa feita por Schleder, o local foi palco de uma das primeiras tentativas de invasão do continente, e também da primei ra tentativa real de deter essa invasão.
.'
como essa - explica o artista plástico.

As prefeituras de São Gabriel e São Litiz e

o Instituto Cultural e Educacional Harmonia Gabrielense apoiaram a iniciativa do artista plástico. No sábado passado, a secretária de Tu­rismo de São Luiz, Sandra Ferreira, o payador missioneiro (declamador de poesias missio­neiras chamadas payadas) Orci Machado, o professor de história e curador dos museus da cidade,Anderson Schmitz, e Schleder foram a São Gabriel, onde a presi­denta do instituto, Jenny Maria Chagas, os recebeu.

Eles participaram de um debate sobre a história das Missões e da batalha guaranítica na Câmara de Vereadores. O grupo também visitou o Museu Marechal Mascarenhas de Moraes e o local onde Sepé Tiaraju morreu, na Sanga da Bica, que fica no centro de São Gabriel.

-
Foi muito bom para a cultura e para a cidade. Discutimos investimentos e turismo. Acabamos o debate com projetos para eventos futuros entre as duas cidades - conta Jenny.


Por enquanto, as cruzes de Caiboaté formam apenas uma pontinha da cruz missioneira que deverá se formar no local. Elas são de madeira, mas a intenção de Schleder e da prefeitura de São Gabriel é trocá-Ias por um material mais resistente, como metal ou concreto. O local está aberto a visitações e é gratuito.
Carolina.carvalho@diariosm.com.br

Com base texto Filósofo José Vasconcelos/mexicano

RECOMENDO À TODOS , MULHERES E HOMENS
Prezados Parentes, Amigos, irmãos
Transcrevemos parte do texto(Extraído em pesuisa na Internet), quando eu navegava.Parabéns ao filósofo que com tamanha precisão , sensibilidade e riqueza Culural, detalhes importantes sobre estas Mulheres Mestiças.

"Jose Vasconcelos, filósofo mexicano, vislumbrou una raza mestiza, una mezcla de razas afines, una raza de color la primera raza síntesis del globo. "Chamou-a de raça cósmica, la raza cósmica, uma quinta raça, abarcando as quatro raças principais do mundo.2 Em oposição à teoria da raça ariana pura, e à política de pureza racial praticada pela América branca, sua teoria é de inclusão. Na confluência de duas ou mais cadeias genéticas, com os cromossomos constantemente ultrapassando fronteiras, essa mistura de raças, em vez de resultar em um ser inferior, gera uma prole híbrida, uma espécie mutável, mais maleável, com uma rica carga genética. A partir dessa "transpolinização" racial, ideológica, cultural e biológica, uma consciência outra está em formação uma nova consciência mestiza, una conciencia de mujer. Uma consciência das Fronteiras.

Una lucha de Fronteras / Uma luta de Fronteiras
Porque eu, uma mestiza, continuamente saio de uma cultura para outra, porque eu estou em todas as culturas ao mesmo tempo, alma entre dos mundos, tres, cuatro, me zumba la cabeza con lo contradictorio. Estoy norteada por todas las voces que me hablan simultáneamente.
A ambivalência proveniente do choque de vozes resulta em estados mentais e emocionais de perplexidade. A contenda interior resulta em insegurança e indecisão. A personalidade dupla ou múltipla da mestiza é assolada por uma inquietude psíquica.
Aqui complemento....Sou uma Mestiça.
E acima d e tudo, sou Nativa, filha desta Terra.
Liana Utinguassú

quinta-feira, dezembro 20, 2007

MAIS UMA ANO, mais um etapa , Nada s e encerra"




" Mais um Ano , mais uma etapa, nada se encerra"




Estimados Amigos, Parceiros de Caminhada.
Gostaria de estar pessoalmente com cada um de vocês mais vezes, se possivel todos os dias, mas sabemos, não é viável, face aos compromissos e responsabilidades de cada um,ma s estão conosco em nosso coração com certeza.
Agradecemos profundamente à todos que estiveram estão e estarão, compartilhando direta e indiretamente desta caminhada na Terra, e nos possibilitaram igualmente compartilhar, aprender, avançar.
Desejamos votos de Um Feliz Natal de Alegrias com suas Familias, entre amigos, e que 2008 possa vir regado de bençãos em Saúde, Paz, União e consolidações de nossos sonhos, Projetos que plantamos em conjunto.Sementes foram bem plantadas, acreditamos que devam florescer e germinar, com nossa colaboração sempre.
Assim nos dispomos,


Abraço Fraterno

Liana Utinguassú
Servidora/Presidente/OSCIP
www.yvykuraxo.org.br


sexta-feira, novembro 02, 2007

TERRA INDÍGENA BIGUAÇU/SC AMEAÇADA

Estimados Parentes, irmãos, amigos




Recebemos esta "NOTÍCIA" http://www.youtube.com/watch?v=bnTgyZ5so-w
peço visitem youtube e vejam. Caso possam, divulguem , pois soment e desta forma, as soluções acontecem, se movimentamos, d e toda s a s maneiras , pensamentos palavras e ações.
Sds
Liana

terça-feira, outubro 16, 2007

NOTÍCIAS

PREZADOS AMIGOS, PARENTES, IRMÃOS
Colocamos abaixo email recebido hoje, de nosso Parente Wilson Matos-Terena
Para conhecimento d e todos.
Sugestões, opiniões, críticas..mas que possamos trocar e crescer JUNTOS!
Liana
Caros, quando a festa é demais dá para desconfiar!!!!
Não vai faltar quem diga que o Mércio está frustrado por que a sua candidatura para relator especial da ONU foi prejudicada! porém há de se convir que as denúncias feitas por ele são muito graves...tem nome e sobrenome! a citação que ele faz dizendo que o ISA levou quase 3 milhões de dólares para demarcar terra indígena, realmente consta na página da Fundação estrangeira citada no artigo. Quanto a Funai, é escacarada a ocupação do órgão pelo ISA e pelo CTI, até porque o presidente da Funai é ligado ao ISA, que chegou ao ponto de levar o Presidente da Republica para uma terra indigena sem sequer consultar os índios! se pegarmos a lista de nomeações para altos cargos na Funai e não é dif[icil perceber.... a então presidente do CTI Maria Auxiliadora ocupa a diretoria de terras (DAS 5), o filho do Gilberto Azanha que é também da direção do CTI, é assessor direto da mesma diretoria de terras...o irmão do Márcio santilli do ISA, Paulo santili é Coordenador Geral de Identificação de terras indígenas (DAS4), a Iara Vasco nomeada para a Coordenação geral de meio ambiente (DAS 4) é ligada ao João Paulo Capobianco do Ministério do meio Ambiente que também é do ISA...não dá pra dizer que é apenas frustração do Mércio né!!!
A própria detonação da candidatura do Mércio para relator especial da ONU também tem participação do ISA, que está indicando uma advogada do seu quadro para a tal relatoria da ONU, será que o ISA consultou os Povos Indígenas????será que as organizações e os Povos Indígenas desse país ainda não perceberam que estão sendo enganados o tempo todo por essas onGs que disputam com eles próprios o protagonismo de suas lutas???será que o movimento indígena não percebe que são um bando de aproveitadores que sobrevivem as custas deles??? em que pese a falta de credibilidade do Mércio junto ao movimento inígena, vale uma reflexão sobre o papel dessas ONG´s brasileiras que atuam em territórios indígenas e que são as que trazem milhões de dólares financiadas pelo capital estrangeiro.

Tamara Silva
Jornalista

Cara colega Tâmara, tomei a liberdade de responder algumas indagações que você faz a nós os índios, e, ao movimento indígena, que diga-se, são as vítimas disso tudo! Assim, vc pergunta:

I se os povos indígenas foram consultados a respeito da indicação da Ana Valéria. Respondo, como sempre não! Mas a nós os indigenas não faria qualquer diferença, já que os não índios são todos iguais, salvo raríssimas exceções. Na 4º reunião da CNPI eu propus o nome dos parentes sociólogos Jorge Miles Terena e Azelene Inácio Kaigang. Se vamos brigar pela indicação de um “branco” porque não um indígena?

II Quanto se as Organizações indígenas desse país, se sabe que estão sendo enganados pelas ongs: posso falar pela que presido, CDDPI/MS Comitê de Defesa dos Direitos dos Povos Indigenas de Mato Grosso do Sul, e CEAI/OABMS (Comissão especial de Assuntos Indigenas da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção de Mato Grosso do Sul). Cara Tamara, somos enganados por todos a quinhentos e sete anos nesse país, E NUNCA NA HISTORIA DESTE PAÍS fomos tão enganados, ludibriados, àqueles que fingiram ser parceiros do movimento indígena, apenas nos usaram para chegar ao poder, hoje, se deleitam no bem bom e, como diria a Eloiza Elena, se lambuzam nas benesses do poder, relegando nossas comunidades ao mais completo desrespeito e profundo abandono! Quanto ao protagonismo, nós não somos egoísta o que nos importa e o respeito e a dignidade para os nossos povos, o que já estamos convencidos de que não será um sindicalista metido a besta que vai conceder, posto que é incapaz! Ao invez de nomear um indígena para presidir a FUNAI, como havia nos prometido em campanha está, hug, fazendo a festa de alguns antropólogos mal sucedidos em suas profissões!

III Faço parte ativamente do movimento indígena desde 1998, quanto se não percebemos que são um bando de aproveitadores, pergunto quem? Para nós do movimento indígena, sabemos que são todos, com raríssimas exceções, aproveitadores inclusive seus colegas jornalista que explora somente os fatos negativos dos nossos povos!
Então, Tâmara, tenho percebido que você é uma dessas raríssimas exceções, e, tenho lido seus escritos, acho que pode nos ajudar, enviando ao procurador geral da republica, como prevê a Constituição Federal, para que ele determine apuração destes crimes perpetrados desde sempre.

Gostaria de sugerir à você, que nos ajudasse a ecoar nosso grito de pedido de respeito à Alteridade, assegurado na CF de 88, poderia escrever a nossa vontade, ou seja, o que queremos ex: para que o sindicalista nomeie um indígena pra presidente da FUNAI, bem como nas diretorias. que faça uma varredura nos macacos “BRANCOS” pendurados nos DAS. Isso sim nos interessa! A TODOS NÓS OS INDÍGENAS.
Wilson Matos da Silva
Advogado Criminalista Indigena Residente na Aldeia Jaguapirú, casa 647 filho de mãe Terena e pai Guarani
Advogado Criminalista

sábado, outubro 13, 2007

RECEBI ESTA MENSAGEM DE NOSSO PARENTE ANTÔNIO E REFORÇAMOS URGENTE TOMADA DE PROVIDÊNCIAS DE TODOS!

"Faço questão em postar aqui esta Carta de nosso Parente Antônio Momaiteí, logo acima de nosso texto sobre "DIA DAS CRIANÇAS"...Aqui tanto me dirijo aos Parentes, como aos irmãos, amigos...de caminhada. Com certeza temos visto um SAQUE FREQUENTE à Alma dos Povos Tradicionais, Nativos, Nações Primeiras.Caro irmão,Parente, Antônio, não há palavras aqui que possam nos fazer entender o porque persistem os ataques ,a violência, o descasoaos Povos Nativos.
Com certeza, não tenho eu, pretensão aqui em nos fazer ENTENDER.
Vivo, seguidamente situações em que sinto que estamos TODOS sem uma saída, e a mente começa a ser torturada, o coração aperta demais...O que posso dizer é que mesmo sendo eu apenas um grão de areia...se é que sou, busco fazer minha parte e estás também fazendo tua parte, jamais calando, falando SIM! Tocando projetos, e LUTANDO! Estamos em batalha creio, e estratégias são necessárias, há momentos para apenas observar, de planejar, recuar, mas JAMAIS DESISTIR!JAMAIS DERROTAR-SE! Sofremos Todos! estamos aqui! Firmes e em Pé! Comemorar Dia das Crianças realmente, NÃO CONSEGUIMOS, mas devemos em Respeito aos Sonhos delas e de nossos Avôs e Avós, SEGUIR COM FORÇA E DETERMINAÇÃO, como vimos fazendo.
Iporã eté aguyjevete
Estarei repassando seu manifesto também."
Liana Utinguassú
Tata
De: Tupã Ñembo'agueravyjuPara: Liana Tata'endyMba'eichapa reikomi che pehengué!Informo-lhe por meio desta que finalmente conseguimos neste dia 11 10 2007, assinar a OSCIP GUARANY.Sei que tudo é possível aos que creem, e nós povo Avá, a semente desta terra usurpada pelos tupis, (tupi, para nos significa extrangeiro) hemos de nascer de novo debaixo de escombros de muitas gerações.Diretamente tupi significa os portugueses e guarani, são os espanhóis, principalmente a palavra guarani e uma maldição imposta pelos espanhóis, e essa palavra me dá nausea, me faz sentir mal. O meu coração está de luto, pois, neste mês de outubro tivemos tragédia no meio do nosso povo, em Argentina. Aqui não temos trégua, somos transformados em mulas, sacoleiros, mendigos, prostitutas e bandidos. Não podemos mais tapar o sol com a peneira.Liana, precisa ser feito algo, só se fala de "INDIOS" em MS, ou AM, porém, já é tempo de o Brasil reconhecerque existe NATIVOS, aqui na Tríplice Fronteira. Aqui, quando se fala de GUARANI, é no Paraguai que eles moram, e que parte mesmo.O desconhecimento é total, e o desrespeito não tem limite, e esse desrespeito é praticado pelas autoridades, começando pela FUNAI, ITAIPU, IAP, SEMA, ECA, IGREJAS, MPF, MJ, PREFEITURAS, PF, RF, ONGS, SECRETARIA DE CULTURA, MEC, FUNASA, DIREITOS HUMANOS, OAB.Che reindy, Ñande Ru nda hesatuî, ha ichuguí mba'eve ndo kañyi.O povo da Terra, está chegando ao seus limites, me trocaram por falsos deuses e o que vai acontecer quando chegar o fim. Che reindy, Charyi Tata'ende, Ñande Ramÿi, ñande poriohugueko ko arapé.Contuamos solicitando um abaixo assinado contra a ITAIPU BINACIONAL DE O PARQUE NACIONAL DO IGUAÇU, que reconheçam os direitos inalienáveis e imprescritíveis dos povos Avá. E que esse abaixo assinado seja enviado para o Presidente da República do Brasil, Senhor Luiz Inácio Lula da Silva,na mais brevidade possivel.
O que precisamos é agir, falar não adianta, já é tempo de fazer a obra ou será tarde demais para o Planeta Terra. , Como comemorar aqui na Aldeia o Dia das Crianças, se somos perseguidos e os nossos filhos são desrespeitados.Peicha he'i:Tupã Ñembo'agueravyjuMomaitei

sexta-feira, outubro 12, 2007

FELIZ DIA DAS CRIANÇAS!!!

"CRIANÇAS DE UM NOVO AMANHECER"
(Responsáveis somos por tudo que Pensamos, falamos e fazemos).



Uma Reflexão e um pedido ...
Nós todos escutamos todos os dias, as mais diversas Notícias, vivemos uma época em que os sinais da Natureza gritam por SOCORRO IMEDIATO, vivemos escutando a Palavra "CRISE", crise Política, Crise Social, crise AÉREA, CRISE NO MUNDO!
Quero propor um segundo de Reflexão aqui e um olhar pela Janela um pouco...Abram a Janela, sobretudo a Janela da Alma..E como é isso? Bem, creio que a palavra seja ENTREGA, Entreguem-se neste Dia das Crianças e por uma fração de segundos que seja, olhem para Nhamandu(SOL) olhem mesmo que esteja Chovendo lá fora, por que Tupã (ao menos aqui no RGS)nos brinda com sua chuva que vem nos sinalizar sobre necessidade de lavar..talvez nossas Almas de tantas Crises internas e externas!
Olhemos pela Janela, Vamos lá, sonhemos um pouco como as Crianças que ficam horas , muitas vezes absorvidas em seus desenhos, no seu Imaginário, ou degustando um doce chocolate, se lambusando, sujando as roupas muitas vezes, limpando suas mãozinhas pequeninas em tudo que elas tocam, pintando com aquele chocolate, ou tinta, muitas vezes, massinha de modelar...lembrem-se como éramos!!
lembrem-se..abram esta Janela, por segundos, quando brincávamos de amarelinha, ou esconde esconde..brincadeiras, de tempos mais "antigos"..não tenho constrangimento em dizer...sou um pouco antiga..nem tanto,mas brinquei de MANDRAQUE, brinquei de amarelinha, desenhei muito , pintei o "7" como minha Mãe e meu Pai diziam, cantei e sonhei com a Disney, que nunca fui de fato, meu parque de diversões sempre esteve ligado mais a brincar na terra, à sonhar com as estrelas, e falar com a Lua, sorrir para SOL e aquecer meu corpo rolando quando possivel na grama, e isso que nasci na cidade! A Disney...eu mesma Pintei e realizei.
Lembremos, sonhemos, se tínhamos "Violetas na Janela"(sugestivo), lembremos se nestas épocas tínhamos diferenças, ou se uníamos nossas mãos aos nossos amigos, imaginários e não imaginários, para "brincar"..Lembremos, por favor e olhemos mais fundo através desta Janela...lembremos o que sonhávamos???Nossos Pais como eram nesta época? Alguns já poderiam até ter partido, como em meu caso, meu Pai fez sua passagem aos meus dez anos de idade, onde muitos sonhos floresciam em minha alma, sonhos que foram abreviados, mas jamais ESQUECIDOS! Alguns nem conheceram seus Pais..
Quero propor, "HOJE" uma Reflexão, esta Janela existe sim meus amigos, não sei como muitos vislumbram, como as pessoas vêem a vida,mas aos meus 45 anos já tenho meu "mosaico" desenhado do que estamos vivendo, do REAL e da Ilusão(para refletir)...por que muitas vezes penso que a Humanidade esqueceu de sonhar, esqueceu que SOMOS TODOS CRIANÇAS EM POTENCIAL! Bem...compete fazermos aqui então este apanhado de nossas vidas , EM REALIDADE, como estamos orando, se estamos, se temos "Fé", s e acreditamos realmente nas Palavras que proferimos, e se caminhamos com elas, por que as crianças sabem , elas sabem...com certeza o que querem, esperneiam, choram, gritam ,esbravejam, e seguem muitas vezes contra todos , insistindo em realizar aquele SONHO ANTIGO, que faz com que o Mundo se curve e NÓS, "PAIS E MÃES, busquemos realizar por eles e para ELES.
AH! Que saudades dos tempos de brincar de pular corda! de tá quente, tá frio, de "telefone sem fio"...(Risos)...sim, caros amigos, hoje ficamos para cima e para baixo com nossos Celulares, o que NÃO É MAU, se não ficarmos ESCRAVOS de NADA! Lembro que eu ia para calçada trocar Gibis com minhas amigas, e o que recebia nem sempre era uma moeda, na verdade não firmávamos isso, eu ao menos , só queria Trocar por algo que podería ser uma boneca, ou um sorriso e um abraço de coração!
Sei que a Realidade do Mundo é "Dura", cruel, que na Etiópia, no Oriente Médio, na África, e AQUI no Brasil, no Mundo... a Miséria e Violência , entre tantas outras injustiças nos atordoam e nos deixam órfãos de um Sistema que parece estar nos engolindo,mas POR FAVOR! OLhemos a Janela!!!!
Quero propor aqui isto: "Cada um aqui e agora" PARE OLHE AO LADO E DIGA A QUEM ESTÁ AO SEU LADO UMA PALAVRA DE CONFORTO E UM GESTO DE CORAÇÃO SEJA DE PERDÃO OU AUTO-PERDÃO, SEJA DE EU TE AMO, EU TE RECONHEÇO COMO IRMÃO, POR FAVOR! Mas para isso, caros Amigos, irmãos, Parentes, é preciso, URGENTEMENTE ABRIR À JANELA! Escutemos o canto e o apelo de nossas Almas de Crianças , Crianças de um Novo Amanhecer que pessoalmente eu REZO E PEÇO QUE SEJA AQUI E AGORA, SONHO COM ISSO! SONHO....Em encontrar cada um de voces para falar em torno de um Fogo Sagrado, como nossos Ancestrais faziam e muitos ainda seguem estes procedimentos, onde aprendíamos sobre RESPEITO, porém naturalmente, em nossas brincadeiras, onde cada um tem sua vez, onde havia escuta, atenção uns aos outros, onde se brincava de passa passará ..quem quiser ficará...a porteira está aberta, para quem quiser PASSAR...PASSA UM, PASSA DOIS E A ÚLTIMA, FICARÁ! Só que esta última(o), era abraçado e pagava uma prenda, talvez, mas sempre, sempre, cada um ia experimentando esta "ordem natural" da vida, onde um dia estamos em uma posição "x", desafios, e amanhã podemos estar na condução de um Navio, no leme, mas a tripulação toda compartilha, onde um dia, estaremos habilitados a outras e outras situações, mas sempre de mãos dadas, ao lado um do outro, sabendo que SOMOS IGUAIS, e que NINGUÉM ESTÁ SÓ,NEM REALIZARÁ NADA SÓ, sempre haverá um desencadeador, um colaborador, para lhe sinalizar, lhe proporcionar algo, PENSEMOS NISSO!COMPARTILHAR É UMA SENHA.
Minha intenção aqui, apenas foi e é em Desejar-lhes UM BELO DIA DAS CRIANÇAS! Se é UTOPIA?? Não ...creio que Não.
FELIZ DIA DAS CRIANÇAS !
CONVIDEM À VOCES MESMOS "HOJE" PARA UM REENCONTRO !VOCÊS ESCOLHEM,MAS ABRAM A JANELA, POR FAVOR!



Liana Utinguassú
Uma "Criança" na Arte da Vida.
Filha da Terra, como vocês.
À disposição para Caminhar ao lado.
12/10/2007

terça-feira, outubro 09, 2007

visitem portal/http://www.expedicaovillasboas.com.br/

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SENHOR PRESIDENTE! A QUEM INTERESSA ISTO?
SENHOR PRESIDENTE! A QUEM INTERESSA ISTO?
Nós humanistas e ambientalistas, não somos contra a iniciativa privada, quer seja ela pecuária, agrária, madeireira ou industrial; quer seja ela a monta de seu investimento, do pequeno ao grande empreendedor. Somos contra pessoas e empreendedores egoístas e de péssimas reputações que por sua vez, fazem de seus negócios aberrações em destruir, matar em troca de dinheiro fácil ou enriquecimento ilícito, não havendo responsabilidade humana ou ambiental. http://www.expedicaovillasboas.com.br
Agradecemos.Visitem Portal e encontrarão mais informações.
Liana Utinguassú

quinta-feira, outubro 04, 2007

CONQUISTA AMARGA/

Conquista Amarga.No último dia 28 de agosto foi publicado no Diário Oficial da União, duas portarias de declaração de posse sobre 18 mil hectares, no município de Aracruz no Espírito Santo, distante da capital Vitória 79 km.A empresa Aracruz Celulose terá que devolver as comunidades indígenas Tupinikim e Mbyá Guarani.Agora é que entra o nosso ponto de vista de nossa luta e que achamos o mais justo com o Meio Ambiente:Primeiro: como a empresa Aracruz fará para a retirada dos eucaliptos. Segundo: como deixarão as terras que ali foi alterada pelo uso?Leia. www.expedicaovillasboas.com.brTem mais:EMPRESAS "AMIGAS DO MEIO AMBIENTE"Matéria de reflexão para o mundo atual.Redigida por Roberto LamasPeço a todos os amigos do Brasil, para enviar a matéria para os jornais de sua cidade de sua região ou da capital.Divulguem também no seu blog.Envie para os seus amigos.www.expedicaovillasboas.com.brA Expedição VILLAS-BÔAS agradece.